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Esta obra pretende ilustrar Caxias (patrono do Exército Brasileiro) no processo mais sublime da Ação de Comando: a decisão. Rodeado de seus auxiliares próximos, Osorio (patrono da Arma de Cavalaria), o mais ousado de seus generais, e Mallet (patrono da Arma de Artilharia), a voz dos canhões que apoiam todas as manobras do Exército Imperial, recebe de Andrade Neves o relato oral de um reconhecimento. No horizonte, o temporal se arma assustador. “Nesse cenário de adversidades, a do adversário, as do terreno e do clima, possivelmente a de escassez de meios, em sua solidão mental, sozinho, apenas ele, o Comandante, decidirá!”

Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, nasceu na cidade de Porto Estrela-RJ, no dia 25 de Agosto de 1803 e morreu na cidade de Valença-RJ, no dia 7 de maio de 1880.

Apelidado de "O Pacificador" e "O Duque de Ferro", foi um militar, político e monarquista brasileiro.

Desde 1821, no período da união entre os reinos de Portugal, Brasil e Algarves, até a data de sua morte, no período do Império do Brasil, serviu com lealdade à Pátria, ao Povo Brasileiro e aos Imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II, tendo lutado em 1823 na guerra contra Portugal  pela consolidação da Independência.

Participou, ainda, da Guerra da Cisplatina (1825-1828), da Balaiada (1838-1841), das Revoltas Liberais de 1842, da Revolução Farroupilha (1835-1945), da Guerra do Prata contra Oribe e Rosas (1851-1852) e da Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870).

 

Na vida política foi Presidente do Maranhão (Atual Estado do Maranhão), duas vezes Presidente de São Pedro do Rio Grande do Sul (Atual Rio Grande do Sul), duas vezes Ministro da Guerra e três vezes Presidente do Conselho de Ministros.

 

Devido ao sucesso na Guerra da Tríplice Aliança, foi condecorado com o título nobiliárquico de Barão de Caxias (1841), sendo posteriormente alçado a Conde de Caxias (1845), Marquês de Caxias (1852) e, finalmente, em 1869, recebeu o título de Duque de Caxias, sendo o único cidadão a quem o Imperador Dom Pedro II concedeu tal título de nobreza durante os cinquenta e oito anos do seu reinado. Teve, ainda, a rara oportunidade de poder escolher o complemento do seu próprio título: "Caxias", em homenagem à recaptura da maior segunda cidade do Maranhão, que havia caído em mãos dos rebeldes durante a Balaiada.

 

Quanto à origem militar, Luís Alves de Lima e Silva descende de uma família de militares com origem humilde em Portugal (seu bisavó foi Sargento-Mor de Infantaria) que, após a chegada ao Brasil e participação em diversos conflitos, foram alçando em patentes, posição social e títulos de nobreza. Seu pai, Francisco de Lima e Silva, foi Brigadeiro do Exército Imperial, Senador e Regente do Império.

 

Costuma-se dizer que sua carreira militar se iniciou aos cinco anos de idade, quando recebeu o título honorífico de Cadete, do 1º Regimento de Infantaria do Rio de Janeiro. - Aos quinze anos, estudante da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, foi promovido a Alferes e, dois anos depois, a Tenente.

- Aos vinte anos, após ter lutado na Guerra da Independência, foi promovido a Capitão.

- Aos vinte e quatro anos, após a Guerra da Cisplatina, foi promovido a Major.

- Foi promovido a Tenente-Coronel aos trinta e quatro anos e a Coronel aos trinta e seis, quando foi enviado para suprimir a Revolta dos Balaios que, devido ao sucesso, conferiu-lhe a promoção a Brigadeiro aos trinta e sete anos.

- Aos trinta e oito anos, por ocasião da "Golpe da Maioridade" do Imperador Dom Pedro II e o sucesso ao sufocar a Revolta dos Liberais, foi promovido a Marechal de Campo Interino dois dias após ter sido nomeado Ajudante de Campo pelo Imperador. O título se tornou definitivo aos quarenta e um anos, após ele ter cumprido a missão recebida do Imperador contra a Revolução Farroupilha: "Acabe com esta revolução, assim como acabou com as outras".

- Aos quarenta e oito ano, após a vitória em Monte Caseros na guerra contra Oribes e Rosa, foi promovido a Tenente-General.

- Aos cinquenta e dois anos alçou o mais elevado posto do Exército Imperial: Marechal de Exército, após o qual ainda participou de diversas campanhas, sobretudo da maior batalha campal da América Latina - a Guerra da Tríplice Aliança.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Após sua morte e após a Proclamação da República, Caxias foi lembrado como um militar que, comparado aos demais de sua época, suplantaria a todos por ser visto como um oficial leal e obediente que poderia servir como modelo à própria República recém criada.

O historiador Thomas Whigham descreveu Caxias como alguém que "aprendeu cedo a arte de dar ordens. Imaculado em suas vestimentas, ele era de fala mansa, educado e sem problemas no controle de si mesmo. Parecia irradiar calma, compostura e autoridade".

O próprio nome "Caxias" se tornou sinônimo de um oficial e cidadão correto que nunca infringe a lei; e daí vem o termo popular caxias, que se refere a indivíduos que seguem as normas sem desconfiança, dúvida ou evasão.

Pelos seus feitos em vida, sua trajetória civil e militar, suas virtudes e dedicação exclusiva à Nação e ao Exército, Caxias hoje é considerado o Patrono do Exército Brasileiro. E em sua honra, o Dia do Soldado é celebrado na data do seu nascimento.